segunda-feira, 31 de maio de 2010

O sorriso que trago não é a vida que levo

 Eu sei que sou de carne,
 Mas tento ser de ferro.
 Me acostumei a tentar parecer invencível. A fazer com que os outros pensassem que nada que eles falassem ou fizessem pudesse me abalar. Logo, me acostumei a sofrer em silêncio, a não partilhar minha dor com ninguém.
 Me acostumei a ter dias cansativos, a não ter tempo para pensar em mim, aliás, me acostumei a pensar mais nos outros do que em mim mesmo, a tentar ajudar a todos e ser o maior prejudicado.
 Me acostumei a ser minha única companhia, a ser o único que lembra do meu aniversário. Me acostumei a responder "sim" todas as vezes em que me perguntaram se eu estava bem. Me acostumei a dizer que perdoo, sem perdoar de fato.
 Me acostumei a não reparar no formato da lua, a fechar os olhos para não ver que o tempo passa e as coisas não mudam. Me acostumei a tentar ter a resposta para todas as perguntas. Me acostumei a sorrir querendo chorar.
 Me acostumei a tentar ser quem eu não sou, a tentar ser de ferro. Porém, há sempre uma ferida que me faz lembrar que, por mais que eu tente, há fraquezas em mim que eu não consigo vencer.
(Lucas Lohengrin - 2M21)

Um comentário:

  1. Oooooooooh, que lindo meu amigo escritooor!!! quero um autógrafo, Lucaaaaaas
    hauahauahaua

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