A presença constante de propagandas e comerciais nos meios de comunicação,principalmente na televisão,modela e direciona o comportamento de setores da sociedade,influenciando em decisões e desejos.O alvo mais frágil e influenciável dessa enxurrada de anúncios são as crianças.
A programação da televisão aberta brasileira reserva o período matutino para o público infantil.Neste, as propagandas são destinadas a persuadir e incitar o desejo de consumo nas crianças,que carentes de maturidade e opinião própria, facilmente se encantam com os produtos mostrados.
Na faixa etária em que se encontra a maior parte do público alvo das propagandas, o indivíduo está em processo de formação.Ele facilmente irá seguir as indicações de um interlocutor de comercial se não for instruído previamente por seus pais,fator chave para colocar um limite no consumismo dos filhos.
Os exageros e má fé de empresas devem ser reprimidos pelo Estado,porém,sua liberdade de divulgação deve ser mantida.A propaganda é natural e saudável para a economia e para o consumidor,já o seu excesso e má utilização contribui para um mal estar social,no qual indivíduos desde os seus estágios iniciais da vida são incentivados a consumir muito além de sua necessidade.
O ambiente vivenciado atualmente já está consolidado e dificilmente será mudado. Empresas continuarão a divulgar seus produtos ao público infantil sem considerar os impactos na formação da criança e o Estado brasileiro caminhará a passos curtos para uma melhor fiscalização e regularização da atividade.Uma saída imediata é os país começar a advertir,orientar e formar a “cabeça” de seus filhos antes que a mídia o faça.
(Yohan Carlos Consani - 3.31)
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