domingo, 11 de abril de 2010

Ser e Não Ser

          Temos nossas próprias opiniões, ou ao menos, fingimos que as temos e nos dias atuais especialmente, existe uma quase obsessão em respeitar as verdades individuais. Qualquer pessoa quer criar sua teoria sobre todo tipo de assunto e o da felicidade na escolha da carreira não é exceção.
          Por volta dos nossos 17 ou 18 anos, somos pressionados sobre nossa escolha naquilo que todos anseiam para nós, desde o nosso nascimento: a carreira. Aquilo com que vamos nos relacionar por boa parte de nossas vidas e supõe-se, portanto, que deverá nos realizar. Nessa idade, a formação do nosso cérebro ainda não nos permite medir as consequências das decisões que tomamos de um modo muito eficiente, então nos perguntamos: quem teve a grande idéia de obrigar-nos a decidir parte tão importante de nossas vidas em meio a tamanha imaturidade emocional?
         Sabemos que a escolha de cursos na faculdade está relacionada ao que desejamos da carreira: reconhecimento, dinheiro, status e prazer. Estamos esperando algum retorno do que escolhemos, seja qual for ele, queremos ser felizes naquilo que realizamos, mas sermos felizes e realizados não é esperar qualquer retorno financeiro ou social, quando o que se realiza corrompe o caráter, os valores e ainda mais, os dons e vocações. Não é esperar obter algum prazer momentâneo, mas o oposto: a alegria, o contentamento.
É claro que nos contentarmos, neste caso, não é estagnar-nos ou acomodar-nos. O contentamento é duradouro, diferente do prazer, é estar alegre e grato com a escolha da carreira certa e por tudo que essa nos traga, independente das circunstâncias.
          A felicidade na carreira é reconhecer nossas qualidades, aceitá-las, usá-las da melhor maneira possível e vivermos a alegria de ter dado aos outros e a nós mesmos o nosso melhor.


Isabela Bernardo (3º32)

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